quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

O DUB e suas raízes

                     (King Tubby | foto: Vague Terrain)
 
Lucifer son of the mourning, I'm gonna chase you out of earth!”. Max Romeo, autor da música “I Chase The Devil” (1976) do álbum “War Ina Babylon" (1976) foi um dos grandes nomes do Reggae, estio musical jamaicano. O reggae, criado na década de 60 com influência do Ska, retratava a miséria e a guerra nos países africanos.

Na mesma década, outro estilo musical surgia, vertente do reggae: o Dub. Um dos percurssores mais importantes na realização e concretização deste estilo foi King Tubby. Alguns anos depois, Mad Professor desenvolve também o dub e passa a ter notoriedade em bandas comerciais. Na “Virada Cultural 2011”, evento comemorativo com 24 horas de duração, realizado em diversos pontos da capital paulista pela Prefeitura, Mad Professor marcou presença na Avenida São João, Centro de São Paulo. Sensacional!


Inicialmente, o dub era remix de músicas de reggae. Eram valorizados metais, bateria e o baixo. O vocal não era tão trabalhado. Com base nesses elementos em destaque, a originalidade do som grave e rítmico transpassava a barreira do comum. De certa forma, o dub significa a introspecção do individuo, a sua mente em sucessiva ascensão.


Na produção das músicas era possível encaixar sons externos presentes no ambiente (água corrente, estalos, tiros, gritos), gravados e inclusos por engenheiros de som ou demais profissionais da música que tivessem capacidade criativa em expansão e conhecimento dos equipamentos e procedimentos técnicos necessários.


O interessante deste estilo musical é que todo o material de trabalho para a produção do dub é reaproveitado por seu criador, estimulando a criatividade e originalidade de cada compositor. Kanka, Augustus Pablo e Lee "Scratch" Perry são exemplos de compositores de dub.


Atualmente, o dub é tocado em casas de música alternativa e em shows de reggae. Em São Paulo há bares que tocam dub. Vale a pena pesquisar e conhecer esse estilo musical, tão envolvente e profundo. Fire!

Por: Thiago Alzani

Sinopse CineMusical

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Sinopse do filme "Sonhos" - (1990) Akira Kurosawa



Título Nacional: "Sonhos"
Título Internacional: "Dreams" (EUA), "Yume" (Japão)
Idioma: Japonês
Diretor: Akira Kurosawa
Elenco:  Akira Terao, Mitsuko Baishô, Toshie Negishi, Mieko Harada, Toshihiko Nakano e Yoshitaka Zushi

O filme "Yume" (japonês)\"Sonhos"(português)\"Dreams" (inlgês), produzido em 1990 por Akira Kurosawa, é uma produção íntima, associada aos diversos sonhos que o diretor teve no decorrer da sua vida.

Diferente das demais produções, "Sonhos" possui oito filmes (sonhos) de curta duração acompanhados de fotografias, coreografias e maquiagens impressionantes. Os diálogos entre os personagens são temporais. Cada sonho possui contextos diferentes, mas em determinados momentos parecem que se encontram.  A singularidade de cada história envolve o espectador  e o faz refletir, do início ao fim do filme. 

No primeiro sonho titulado "Um raio de sol através da chuva", a teimosia de um filho diante da proibição da mãe em um dia chuvoso resulta em um drama comovente, pois diz a lenda que "quando o sol está brilhando através da chuva, as raposas se casam". Se durante a cerimônia algum convidado indesejado aparecer, este não poderá mais retornar à sua família, sendo obrigado a seguir o caminho solitário e sem volta ao final do arcoiris (casa das raposas). 

No quarto sonho, "O túnel", um oficial do exército japonês caminha por uma estrada até cruzar um túnel escuro. Retornando da guerra e sozinho, passa a sentir uma estranha presença no lugar. Durante a sua parada e retomada do percurso, um soldado yurei (fantasma japonês) sai das sombras e vai até o oficial. Explicar que a vida não pertence mais ao corpo do soldado, bem como das demais presenças sobrenaturais, pode ser o início de um irreversível e macabro desespero.


Esses dois sonhos são uma pequena amostra da qualidade e da originalidade de Kurosawa. Unir todos os quadros de Van Gogh, descrever uma catástrofe nuclear no japão (vale a pena comparar com os desastres naturais no início de 2011) e a sobrevivência de alpinistas diante de uma tempestade de neve são outros sonhos que vão se formando durante o filme. 

São elementos significativos que fizeram do cineasta ser uma referência para Jorge Lucas e Steven Spilberg. Ícone e vencedor de diversos prêmios internacionais como melhor filme estrangeiro, Akira Kurosawa relutou pelo cinema japonês, promovendo os sentimentos do ser humano, em suas mais variadas situações.


Por: Thiago Alzani

Sinopse Cinemusical

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Sinopse do filme “Capitão América” – O Primeiro Vingador (2011)




Título Nacional: Capitão américa - o Primeiro Vingador
Título Internacional: Captain America: The First Avenger
Idioma: Inglês 
Diretor Joe Johnston
Elenco: Chris Evans, Stanley Tucci, Tobu Jones, Tommy Lee Jones, Samuel L. Jackson, Hugo Weaving



“Capitão América” foi um dos primeiros heróis da Timely Comics (atual Marvel Comics) criado pelos desenhistas Joe Simon e Jack Kirby a sair em quadrinhos nos EUA, na década de 40.
No período da 2ª Guerra Mundial, Adolf Hitler tenta conquistar a Europa através da sua campanha antissemita em busca da hegemonia da “raça ariana”. Aliado de cientistas, generais e demais autoridades, o Füher conhece Johan Schmidt (Hugo Weaving, “The Matrix”). Mesmo a sua história não sendo contada no filme, esse vilão seria um dos mais temidos.

Johan era filho de camponês e não teve estrutura familiar. O primeiro encontro entre Hitler e Johan, ainda pequeno, ocorre em um motel hospedado pelo líder nazista. A partir daquele momento, Hitler adota o garoto e passa a educá-lo pessoalmente. Mais tarde, Johan se transforma no Caveira Vermelha com a ajuda do cientista Dr. Arnim Zola (Toby Jones, “Confidential – Truman Capote”). Com a nova identidade, torna-se um dos mais perigosos inimigos do Capitão América.



Nesse mesmo período, do outro lado do Oceano Atlântico, os EUA estavam recrutando jovens para o exército. Entre os que buscavam ser um diferencial ao seu país, Steve Rogers (Chris Evans, “O Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado”), um garoto franzino e com saúde debilitada tenta incansavelmente ser selecionado para aturar nas Forças Armadas. Suas tentativas não resultam positivamente até que conhece o Dr. Abraham Erskine (Stanley Tucci, “O Diabo Veste Prada”), que o escolhe e o transforma em um soldado com poderes sobre-humanos, através de um composto químico. Nasce então o Capitão América, equipado de um escudo de aço raro, projetado pela Stark, e caracterizado com uniforme azul e branco (o espírito patriota não é por acaso).
O filme mostra as passagens do herói em um período conturbado pela guerra e a sua imagem como salvação mundial. As lutas contra o exército do Caveira Vermelha, a fotografia do filme e o desenvolvimento da história são fiéis aos quadrinhos. O mais legal de tudo é que os filmes da Marvel vão se encaixando na história como a aparição do Stark do “Homem de Ferro” e “Thor”. O personagem não tem experiência amorosa, é um pouco desengonçado, mas o seu coração é puro e repleto de compaixão.
Quando for assistir no cinema, aguarde os créditos terminarem. Para quem gosta do Universo Marvel se surpreenderá com o próximo filme da série.

Por Thiago Alzani
Sinospe CineMusical

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Sinopse do Filme O Monstro (Il Mostro) – Roberto Benigni (1994)


Título Original:
 Il Mostro
Título Nacional: O monstro
Idioma: Italiano
Diretor: Roberto Benigni
Elenco:  Roberto Benigni, Nicoletta Braschi, Michel Blanc

O diretor italiano Roberto Benigni, mais conhecido com sua tragicomédia “A vida é Bela”, realizou um ótimo trabalho ao produzir, escrever,dirigir e atuar em seu filme “O Monstro”. Isso mesmo, ele é quase um Woody Allen do cinema italiano!

O Monstro, lançado em 1994, retrata a história de  Loris, um caloteiro de primeira, que vive dando golpes em todos, inclusive no síndico de seu condomínio. Ao mesmo tempo, um serial killer está a solta, estuprando e matando diversas mulheres de forma trágica e totalmente brutal. O hilário do filme, é que o serial killer acaba sendo confundido com o desajeitado Loris.

A polícia por fim, começa a busca para tentar pegar Loris no ato do crime. A solução: transformar umas de suas melhores policiais em uma mulher quente e ávida por sexo e colocá-la frente a frente com suposto criminoso. O que acontece é incrível. Cenas cômicas e, claro, a negação de Loris para não cair nas garras dessa mulher louca e sensual, contrariando as ações esperadas para um criminoso.

Jéssica, a policial espiã, começa a perceber que Loris é apenas um simples caloteiro criativo incapaz de machucar uma mosca. O barato do filme é que tudo indica Loris ser realmente o assassino em série. As situações cômicas de Loris também podem ser facilmente confundidas com as de um assassino.


A atuação de Roberto Benigni está impecável e o roteiro é incrivelmente bem escrito e estruturado. Garanto que você não vai descobrir o final da empreitada de Loris antes de assistir “O Monstro”.

Boa diversão!

Por Leandro Mendes
Sinospe CineMusical

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Diego Martins | Show no Sesc Vila Mariana (blues)

A mais nova revelação do blues nacional realizou o show de lançamento de seu primeiro disco no auditório do Sesc Vila Mariana, em São Paulo, no último dia 19 de julho. Aos 20 anos de idade, Diego Martins mostrou-se um músico maduro e de extrema qualidade, tanto com sua potente voz e sua belíssima Fender Stratocaster branca. 

Diego tem uma sensibilidade mágica para criar melodias e solos mais do que autênticos, claro, com diversas influências: Jonny Lang, John Mayer, Stevie Ray Vaughan e Buddy Guy. Apesar de ser seu primeiro disco, Diego Martins provou que é capaz de produzir blues de primeira qualidade. O álbum possui 10 incríveis músicas - todas de sua autoria, diga-se de passagem – compostas em um inglês muito bem cantado.

A primeira canção, “Dice Once Again”, segundo as palavras do próprio Diego é a mais Rock and Roll do disco. E bota Rock and Roll nisso! O riff de guitarra criado é simplesmente genial e pegajoso. O solo dessa canção é um dos melhores do disco de estreia do guitarrista. A segunda faixa do disco, “Those Big Eyes” é uma forte referência ao soul funk pop americano. O swing de sua guitarra praticamente convida para dançar, mesmo que você esteja na calma de sua casa e pique algum para sair requebrando ao estilo James Brown. Aliás, Diego Martins requebra praticamente o show inteiro, movendo suas pernas de um lado para o outro, com os olhos fechados e tocando sua bela guitarra. Esses movimentos me fazem lembrar Dave Matthews nos palcos.

Claro, não poderiam faltar as baladas. No palco do Sesc Vila Mariana, Diego Martins disse: “Essa é para os apaixonados!”, revelando um simpatia única. Logo depois vieram os primeiros acordes. Era a sétima música do álbum: “So in Love”. Que bela canção! A 3ª faixa do disco também é uma daquelas baladas de tirar o fôlego, porém segue uma levada mais pop e animada, lembrando o guitarrista português, naturalizado no Canadá, Anthony Gomes.

Se você gosta de blues de primeiríssima qualidade, provavelmente vai se encantar com nosso mais novo guitarrista do cenário blues nacional.

Fica aí a dica e uma música só pra te deixar com gostinho de quero mais.
Fique atento a sua agenda de shows, pois provavelmente Diego Martins vai sair tocando pela noite paulista: http://www.myspace.com/diegomartinsoficial

Por Leandro Mendes
Sinopse CineMusical

terça-feira, 19 de julho de 2011

Red Hot Chili Peppers | Música nova - The Adventures of Rain Dance Maggie (I´m With You)

Prestes a vir ao Brasil para o Rock In Rio, o Red Hot Chili Peppers teve o primeiro single de seu novo álbum divulgado na internet. A música "The Adventure Of Raindance Maggie" estava prevista para ser lançada na segunda-feira (18), mas começou a circular na web na tarde da última sexta-feira. Ouça a música abaixo:

 
Segundo relatos de fãs, a música foi disponilibilizada por alguns minutos no site oficial do Red Hot e, em seguida, retirada do ar. Algumas pessoas conseguiram gravar a faixa e disponibilizaram em diversos sites.

"The Adventure Of Raindance Maggie" é o primeiro single do álbum "I'm With You", que sai no dia 30 de agosto. A capa do novo trabalho, que traz uma mosca em cima de uma cápsula de remédio, foi feita pelo artista britânico Damien Hirst. "É uma imagem. É arte. Icônica. Não definimos um significado, mas está aberto para interpretação", disse o vocalista Anthony Kiedis.

Mais uma vez, Rick Rubin ficou encarregado da produção do trabalho, que será o primeiro sem o guitarrista John Frusciante desde "One Hot Minute", de 1995, gravado por Dave Navarro. Frusciante deixou o grupo em 2009, sendo substituído por Josh Klinghoffer.

O Red Hot vem ao Brasil em setembro para uma apresentação em São Paulo, no dia 21 daquele mês, e outra no Rio de Janeiro, no dia 24. No festival, a banda se apresenta com Snow Patrol, Capital Inicial, Stone Sour e NX Zero.

Fonte: www.uol.com.br

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Sinopse do filme “Meia noite em Paris” – Midnight in Paris (2011)


Título Original:
Midnight in Paris
Título Nacional: Meia noite em Paris
Idioma: Inglês
Diretor: Woody Allen
Elenco: Owen Wilson, Rachel McAdams, Kurt Fuller, Mimi Kennedy.

O filme “Meia noite em Paris” é mais uma grandiosa produção do incrível Woody Allen. Digo grandiosa não por efeitos especiais, o que não é bem o estilo do diretor, mas sim pela inteligência do roteiro. O filme segue a mesma linha que consagrou o diretor: diálogos sarcásticos, personagens característicos e uma lição cultural de primeiro nível.

Gil (Owen Wilson) é um escritor americano frustrado e mal compreendido que obteve muito sucesso escrevendo roteiros de grandes produções em Hollywood. Porém, resolve se dedicar exclusivamente à literatura, dando início ao seu primeiro romance. Em uma viagem à Paris, juntamente com sua noiva e seus insuportáveis pais, Gil embarca em uma louca aventura na companhia de seus maiores ídolos da literatura e da arte. Claro, todos esses ídolos já foram desta para melhor. Imagine você poder voltar no tempo, sabe-se como, e poder reviver momentos raros na vida de Picasso, Salvador Dalí, Hemingway e o casal Fitzgerald? Não seria o máximo?

Woody Allen consegue fazer isso parecer totalmente real e possível pelas belas ruas de Paris, que está incrivelmente bem retratada pelas lentes do diretor.
 

Gil se apaixona pela capital francesa e passa a escrever com fervor e dedicação. Seu maior desejo torna-se morar em Paris, porém isso parece um absurdo para sua noiva, que passa a tratá-lo como louco. A verdade é que Gil encontrou a verdadeira felicidade e agora sua vida pode mudar completamente.

Por Leandro Mendes
Sinopse CineMusical

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Sinopse do filme Os Piratas do Rock – The Boat that Rocked (2009)


Título Original: The Boat That Rocked
Título Nacional: Os Piratas do Rock
Idioma: Inglês
Diretor: Richard Curtis
Elenco: Philip Seymour Hoffman, Bill Nighy, Nick Frost

A recente comédia do diretor Richard Curtis (criador do consagrado personagem Mr. Bean), estrelada pelos incríveis Philip Seymour Hoffman e Bill Nighy, retrata a época dos anos 60 de um modo um pouco diferente: em alto mar.

A história gira em torno de uma rádio pirata com sede em um divertido barco que navega pelos mares próximos à Grã-Bretanha. São diversos Dj´s reunidos e com apenas um propósito: tocar Rock and Roll a qualquer custo! Em meio a explosão do Rock, com Beatles, Who, Elvis, as rádios “oficiais” inglesas insistem em tocar apenas música clássica e notícias ao estilo BCC. Daí então, em forma de protesto, surgem as rádios piratas, que acabam por conquistar cerca de 90%. Claro, isso acaba por incomodar o governo inglês.

O barco é praticamente um mundo sem leis, bem parecido com o movimento Hippie, onde cada um faz o que quer, contando que esteja no ar em seu programa diário, sem falta. O governo, representado por um primeiro ministro à la Hitler e seu fiel escudeiro, tenta achar brechas nas leis britânicas para poder acabar com as rádios piratas.

Um fato engraçado do filme é que realmente as mulheres ficam entorpecidas pelos DJ´s da “Radio Rock”, tornando-se fãs incondicionais de cada um deles. A rádio recebia sua legião de mulheres enlouquecidas aos finais de semana, porém no domingo todas deveriam ir embora para deixá-los trabalhar na companhia do Rock and Roll.

O filme tem suas partes super engraçadas, piadas para o gosto inglês e personagens autênticos dos loucos anos 60.

Boa diversão!

Por Leandro Mendes
Sinopse CineMusical

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Sinopse do filme Scarface (1983) - Com Al Pacino




Título Original: Scarface

Título Nacional: Scarface
Idioma: Inglês
Diretor: Brian de Palma
Elenco: Al Pacino, Michelle Pfeiffer, Robert Loggia, Steven Bauer, Mary Elizabeth Mastrantonio e F. Murray Abraham

O filme Scarface (1983) é um clássico do gênero Gângster. Escrito por Oliver Stone e dirigido por Brian de Palma, o filme retrata a vida de Tony Montana, interpretado por Al Pacino, (“Dia de Cão” e “O Poderoso Chefão”), um cubano que conseguiu sair do país governado por Fidel Castro no famoso e histórico “Êxodo de Mariel”, chegando a Miami em 1980.

Scarface é baseado no filme do diretor e produtor norte-americano, Howard Winchester Hawks, e leva o mesmo título (Scarface), porém, de 1932. Na primeira versão, Antonio “Tony” Camonte (Paul Muni) é um gângster à “Don Corleone”. Já na versão de Oliver Stone, Tony (Al Pacino) é um homem explosivo e dotado da mais pura expressão de loucura.

Na história, Tony Montana consegue refúgio nos EUA por conta da difícil política repreendedora de Fidel Castro. Na chegada à Miami, Tony acompanhado do seu amigo Omar Suarez (F. Murray Abraham) já comete o seu primeiro homicídio em uma quadra destinada aos refugiados cubanos, enquanto aguardam autorização para permanência no país. Já com a sua estadia regularizada e um bico daqui, outro dalí, Tony começa a andar com bandidos e praticar seus primeiros trabalhos ilegais, no papel de “função”(indivíduo que faz repasse de drogas) e de cobrar dívidas pendentes de cocaína. 

Percebendo que o seu caminho poderia ser arruinado por rivais, logo após o assassinato de seu comparsa, o cubano se junta ao cartel de Frank Lopez (Robert Loggia) e todo o seu conhecimento nos negócios e na arte da persuasão são postos em prática. Tudo caminha bem até conhecer a mulher de Frank, Elvira Hancock (Michelle Pfeiffer). Com o seu coração embebecido no mais doce absinto da paixão, Tony percebe que pode sim, conquistar tudo o que anseia, mesmo que o seu caminho se transforme ainda mais em um rastro de sangue e morte em busca do poder. A ascensão do protagonista durante o filme é impressionante. 



Mansão, jantares luxuosos, roupas de grife, banheiras, charutos, ouro, tigre, cocaína, conforto para a sua mulher e armas, muitas armas são algumas das aquisições de Tony.

A famosa frase vista por Tony, (“O Mundo é Seu”, em tradução literal), escrita em um dirigível que sobrevoava a mansão de Frank, é o ponto de partida para a sua obsessão constante em construir um império.

Com Al Pacino, Michelle Pfeiffer, Robert Loggia, Steven Bauer, Mary Elizabeth Mastrantonio e F. Murray Abraham, Scarface é uma obra prima, um relato fiel da angústia ao êxtase; da frieza ao amor; da pobreza ao poder.

“The Word is Your’s”

Por Thiago Alzani
Sinopse CineMusical

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Cinema, Música e Mortadela: A Verdadeira Casa da Mortadela, uma das melhores opções no Centro de São Paulo


O Centro é a moradia de diversas casas de atração, bares, restaurantes, cantinas, padarias, galerias, cinema, além das empresas de diversos segmentos. Os edifícios Itália e Copan são exemplos típicos da formação arquitetônica da capital e de todo um contexto histórico, de uma beleza singular. Quem nunca visitou, vale a pena conferir.

O Bar Brahma, famoso bar boêmio localizado nas esquinas das avenidas Ipiranga e São João é o reduto do tradicional grupo de samba Demônios da Garoa e do cantor Cauby Peixoto. O bar existe desde a década de 60 e faz parte da história; por presenciar as manifestações durante o Golpe Militar e ser palco da “Virada Cultural”, evento anual promovido pelo Governo do Estado de São Paulo que atrai diversos grupos de música, teatro, danças, exposições nacionais e internacionais.

No Centro, “A Verdadeira Casa da Mortadela”, localizada também na Avenida São João, quase de esquina com a Ipiranga, também faz parte desse cenário tradicional. Inaugurada há 25 anos, a casa é pequena, mas aconchegante. Logo que você entra, as peças de mortadela suspensas e um sino, tocado quando se recebe uma “caixinha”, mostram a identidade do lugar e a simplicidade dos funcionários. Você pode sentar no balcão, de frente para a chapa ou em banquinhos confortáveis no fundo do estabelecimento.

Pão francês, mortadela, queijo e vinagrete é o tradicional sanduíche, que por minuto são servidos cerca de quatro lanches. O chapeiro Raimundo conhece muito bem o pedido dos seus clientes. Geralmente, além da mortadela, sanduíches com salsichão, queijo e vinagrete são os preferidos da moçada e dos senhores que dão uma paradinha na hora do almoço.

Se estiver de passagem conheça “A Verdadeira Casa da Mortadela”, no número 633, da Avenida São João. De segunda à sábado, do 12h00 às 22:h00.

Por Thiago Alzani
Sinopse CineMusical

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Roger Waters vem ao Brasil em 2012 para tocar o disco "The Wall", do Pink Floyd

Roger Waters, um dos fundadores do Pink Floyd, virá ao Brasil em março de 2012 para tocar o álbum "The Wall" em três cidades brasileiras.

O músico britânico começa sua turnê no país em Porto Alegre no dia 17 de março. Depois, segue para São Paulo, onde se apresenta nos dias 22 e 23 e, por fim, encerra a sequência de shows no Rio de Janeiro no dia 25. Ainda não há informações sobre os valores ou início da venda de ingressos.


Sendo considerado um dos trabalhos mais importantes na discografia do Pink Floyd, "The Wall" foi lançado em 1979 e executado pela primeira vez ao vivo em 1980. Em 1982, o álbum virou filme dirigido por Alan Parker e com roteiro de Roger Waters.


Fonte: UOL

Por Sinopse CineMusical 

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Pearl Jam toca em São Paulo em novembro | Ingressos e preços


A banda Pearl Jam vai se apresentar no estádio do Pacaembu, em São Paulo, no mês de novembro. Ainda não há uma data certa para o show, mas é provável que seja na primeira semana, pouco antes do SWU 2011.

Tudo indica que Pearl Jam fará dois shows em São Paulo e algumas outras apresentações em outros estados, porém ainda não há informação.

Em breve você verá mais informações sobre um dos shows mais esperados do ano,  ingressos, preços, data e local.

Fique ligado aqui no CineMusical.



Por Leandro Mendes

Sinopse CineMusical

terça-feira, 28 de junho de 2011

SWU 2011 | Bandas confirmadas, Programação, Ingressos e Preços


Um dos eventos mais aguardados do ano divulgou hoje (terça-feira) a programação do evento, a cidade sede dos shows e, claro, as bandas que subirão aos palcos.


Bom, vamos por partes. Você que está ansioso para saber quem vai agitar o SWU 2011 na cidade de Paulínia durante os dias 12, 13 e 14 de novembro, vai aí a listinha de algumas bandas confirmadas. Em breve, outras atrações serão confirmadas e você vai poder conferir aqui no CineMusical.

- Black Eyed Peas
- Peter Gabriel
- Snoop Dogg
- Megadeth
- Damian Marley

Os ingressos começarão a ser vendidos a partir do dia 11 de julho por meio do site do evento. (www.swu.com.br) Os valores ainda não foram confirmados, mas já garantiram que a pista premium será menor esse ano, com capacidade máxima para 4 mil pessoas.

É melhor você correr, pois os ingressos provavelmente vão acabar rapidinho, já que o SWU de 2010 obteve sucesso nacional e foi transmitido por nada mais nada menos do que a Rede Globo e Multishow. Eu arrisco dizer que será melhor que o tão falado Rock In Rio 2011, afinal o evento na cidade maravilhosa não agradou o público tanto quanto esperávamos, não é mesmo?

Para mais informações sobre o SWU 2011, acesse o site oficial do evento: www.swu.com.br

Bom, fica aí mais uma dica! Vai juntando uns trocados para os ingressos, arrumando uma barraquinha com algum amigo ou juntando outros trocados para ficar em algum hotel ou hospedagem lá por aquelas bandas. Fica esperto, os hotéis costumam ficar lotados.

Bom show. Ou melhor, bons shows!

Por Leandro Mendes
Sinopse CineMusical

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Red Hot Chili Peppers | Ingressos esgotados (Meia Entrada) - Preços



O Red Hot Chili Peppers confirmou nesta sexta-feira que virá a São Paulo para única apresentação. O grupo, que é uma das principais atrações do Rock in Rio, toca na Arena Anhembi dia 21 de setembro. A banda lança seu novo álbum, I´m With You, em agosto desse ano já com o novo guitarrista Josh Klinghoffer. Provavelmente, você poderá conferir algumas das novas músicas no show.

Os ingressos começaram a ser vendidos dia 05 de julho à meia-noite e custam R$ 500 (pista premium) e R$ 200 (pista normal). A Meia entrada já está esgotada.

A venda de ingressos é realizada pelo site www.livepass.com.br e em pontos do venda. A bilheteria do estádio do Morumbi éa bilheteria oficial, onde não será cobrada a taxa de conveniência.

O show de abertura ficará a cargo da banda inglesa Foals.


Fonte: www.uol.com.br


Sinopse CineMusical

CineMusical sorteia um par de ingressos para o Show dos "Móveis Coloniais de Acaju" em São Paulo


Banda influente no cenário underground, Móveis Coloniais de Acaju, fará apresentação no próximo sábado, 25/06, na Clash Club. E o blog Sinopse CineMusical não vai deixar você de fora dessa!

Para participar, basta acessar a Fan Page do blog no Facebook (http://www.facebook.com/cinemusical), clicar em "Curtir" e compartilhar a página do blog no mural com uma frase dizendo: "Por que você merece ir ao show do Móveis Coloniais de Acaju"? A resposta mais original ganhará um par de ingressos para curtir a banda em pleno feriadão.

Boa sorte e bom show!

Sinopse CineMusical

terça-feira, 21 de junho de 2011

Sinopse do filme “O Pequeno Buda” (1993) | Keanu Reeves


Título Nacional:
O Pequeno Buda
Título Original: Little Buddha
Idioma: Inglês
Diretor:  Bernardo Bertollucci
Elenco: Keanu Reeves, Chris Isaak, Bridget Fonda, Alex Wiesendanger, Sogyal Rinpoche, Ruocheng Ying e Greishma Makar Singh.

O filme “O Pequeno Buda” é uma produção singular. Com direção de Bernardo Bertollucci (“O Último Tango em Paris” e “Os Sonhadores”), a história traz profundas relações do indivíduo com o seu “Eu”, a compaixão como fruto de desenvolvimento e o desapego a questões mundanas.
Dean Conrad (Chris Isaak) é um arquiteto bem sucedido e marido de Lisa (Brigdet Fonda). Jesse (Alex Wiesendanger) tem dez anos e é filho do casal. Aparentemente, não é um padrão atípico de família norte-americana, pelo contrário, Lisa diariamente busca Jesse da escola e Dean chega cansado do trabalho.



Enquanto os personagens vão se desenvolvendo nos EUA, um grupo de monges budistas tibetanos conversam sobre a reencarnação de Lama Dorje. No budismo tibetano, “Lama” é a designação para “mestre”, responsável por transmitir a doutrina; o sacerdote. O Dalai-lama que conhecemos é um líder espiritual e foi responsável pela política integral no Tibete. Deixou formalmente o poder, no dia 30 de maio deste ano.

Decididos a ir à busca do jovem que possivelmente tenha reencarnado como Lama, Kenpo Tensin (Sogyal Rinpoche) e Lama Norbu (Ruocheng Ying) saem do Butão e se dirigem a Seattle. Denominados monges budistas, se apresentam à família de Jesse e propõem uma viagem ao país asiático. A partir daí a história de torna surpreendente, pois Jesse conhece mais duas crianças que podem também ser a reencarnação de Lama.

A história do príncipe Siddharta Gautama, que fundou o budismo é muito bem retratada no filme. O ator Keanu Reeves (“The Matrix” e “O Dia em que a Terra Parou”) interpreta o príncipe quando jovem e a sua jornada espiritual posteriormente.

A fotografia e a trilha sonora são deslumbrantes. As cores e a arquitetura dos templos budistas colaboram para uma viagem fantástica e mitológica. O comércio nas ruas e a simplicidade dos habitantes marcam profundamente a cultura do país, na qual a agricultura de subsistência emprega a maioria da população.

Para compreender basicamente esse contexto ético e filosófico, “O Pequeno Buda” é um pontapé; ao estudo e à prática do “Dharma”

Por Thiago Alzani
Sinopse CineMusical

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Sinopse do filme “Se beber, não case 2” – The Hangover 2 (2011)


Título Internacional:
Se beber, não case 2

Título Internacional:
The Hangover 2
Elenco:
Bradley Cooper, Ed Helms, Zach Galifianakis, Justin Bartha, Sasha Barrese, Rachael Harris, Jamie Chung, Paul Giamatti.
Diretor: Todd Phillips
Idioma falado: Inglês
Gênero: Comédia

A sequência do popular e bem sucedido “Se beber, não case” chegou aos cinemas brasileiros no final de maio e não decepcionou. Há quem diga que está melhor que o primeiro, porém a maioria talvez prefira o filme anterior. Uma coisa é certa: “Se beber, não case 2” é tão engraçado e bem produzido quanto seu antecessor.



Dessa vez, Stu (o dentista que insiste em ser chamado de médico) está de casamento marcado na Tailândia e resolve convidar seus querido amigos Phil, Doug e Alan para um pequeno banquete sossegado em um hotel de luxo. Claro, como é de se imaginar, o encontro não teve nada de sossegado! Mesmo com todas as precauções e cuidados para que não acontecesse nada parecido com sua última despedida de solteiro em Las Vegas, Stu acaba passando dos limites. O pior é que acaba envolvendo seu futuro cunhado, o garoto Teddy, de apenas 16 anos.

O roteiro foi muito bem escrito e o desenrolar da história às vezes impressiona, mas muitas vezes é um tanto quanto previsível. As piadas seguem o mesmo estilo do primeiro filme, porém não há como negar que são extremamente de bom gosto.

“Se beber, não case 2” não decepciona os apaixonados pelo gênero, porém deixa alguns dos que simplesmente gostaram do primeiro filme com a impressão de que poderiam ter caprichado mais.

Vale a pena conferir. As gargalhadas são garantidas!

Por Leandro Mendes
Sinopse CineMusical

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Whitesnake – Forevermore (2011) | Novo álbum Brasil


Essa é uma de minhas bandas preferidas, devo assumir. E só depois de 6 meses de CineMusical é que estou escrevendo sobre um dos maiores grupos de Rock de todos os tempos: Whitesnake! Mesmo depois de 35 anos de puro Hard Rock, David Coverdale consegue liderar a banda como ninguém e produzir canções acompanhando as tendências do mundo da música.

O novo disco, Forevermore, lançado em março desse ano, tem uma pegada bem hard rock. Melodias expressivas, refrões rasgantes e uma das melhores vozes do mundo! 

Claro, não podemos comparar o novo disco aos grandes clássicos do Whitesnake, pois são produções diferentes em tempos diferentes e com integrantes diferentes. Porém, pra quem acompanha a evolução da banda, Forevermore é um grandioso lançamento.

Acompanhado de um banda de primeira, David Coverdale conseguiu fazer algo bem parecido com o antecessor “Good to be bad”. A banda é quase a mesma, exceto pela saída do baterista Chris Frazie (Steve Vai) e do baixista Uriah Duffy. O que mais se destaca é o guitarrista Doug Aldrich, que trouxe muita bagagem e influência quando entrou para a banda para compor o “Good to be bad”. Aldrich acompanhou os últimos passos do mestre Dio, realizando um ótimo trabalho Heavy Metal.

A canção “I need you (Shine light)” é a melhor de Forevermore e a que mais remete às raízes do Whitesnake. A introdução composta por Aldrich é incrivelmente bem estruturada, com um riff de guitarra bem característico do hard rock, daqueles que ficam martelando na cabeça.
A faixa título do álbum também impressiona! Com mais de 7 minutos de música, o Whitesnake conseguiu misturar diversos estilos em uma única canção: um pouco de violão clássico, guitarra melódica e o peso do rock and roll.

Confira o clipe de lançamento do álbum com "Love Will Set You Free":


Não poderiam faltar as baladas, que sempre estão presentes nos discos da banda. “Easier Said than Done” é a mais elegante das românticas de Forevermore. Com as palavras de Coverdale: "Não dá para ser um álbum do Whitesnake sem baladas, meu caro!".

Vocês poderão conferir ao vivo, afinal Whitesnake chega ao Brasil com a nova turnê em setembro.

Fica aí a dica!

Por Leandro Mendes
Sinopse CineMusical

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Sinopse do filme “X-Men: Primeira Classe” (2011) - First Class


Título Nacional: X-Men: Primeira Classe
Título Internacional: X-Men: First Class
Idioma Falado: Inglês
Diretor: Mattew Vaugh
Elenco: James Mcavoy; Michael Fassbender; Kevin Bacon; Jennifer Lawrence e Hugh Jackman

Quem é fã de quadrinhos deve ter noção das diferenças entre os heróis da Marvel Comics e da DC Comics. Batman, Super Homem, Mulher Maravilha, Laterna Verde, Camaleão e outros heróis que compõem o Universo DC são aceitos pelos cidadãos e alguns possuem suas identidades em absoluto sigilo. Muitos tiveram um passado traumático e assumiram uma identidade pacificadora. Outros são extraterrestres ou de mundos paralelos.

Já com os heróis da Marvel, a história é um pouco diferente, ainda mais se tratando dos X-Men. No mundo dos mutantes, o preconceito e a intolerância são válvulas de escape para que conflitos e protestos se intensifiquem e medidas de inclusão social sejam ignoradas. Pode não parecer para quem não lê, mas tanto na Marvel quanto na DC, a política sempre está presente.

Na nova franquia da Marvel, “X-Men: Primeira Classe”, o espectador se defrontará com o início da saga dos mutantes. Em 1960, o estudante de teologia, filosofia e futuro “Professor X”, Charles Xavier (James Mcavoy, de “O Último Rei da Escócia), dotado de poderes telepáticos, conhece Erick Lehnsherr (Michael Fassbender, de “Bastardos Inglórios”), judeu e com capacidade de atrair metal, que o ajudaria a sobreviver durante a Segunda Guerra Mundial e posteriormente se tornaria o “Magneto”.

Os dois personagens se encontram com o desenrolar da história e se tornam grandes amigos. Juntos, recrutam os primeiros mutantes, ou, a “primeira classe” (daí o significado do título) em um momento delicado por disputas bélicas e de interesse governamental, entre os Estados Unidos e a União Soviética na famosa Crise dos Mísseis, em Cuba, um dos momentos mais conturbados da Guerra Fria. Após esse período, uma grande mudança ocorreria entre os mutantes, por razões intrínsecas e que valem a pena pensar.



A fotografia, a trilha sonora e as cenas de batalha são de qualidade. Os atores se adaptaram muito bem aos papéis e as aparições ilustres marcam humoristicamente algumas cenas, como a do Wolverine bebendo em um bar enquanto Charles e Erick vão atrás de outros mutantes. Mas em relação ao HQ, alguns personagens faltaram: Sunfire e Nightcrawler.

Com direção de Mattew Vaugh, “X-Men: Primeira Classe” é o ponto de partida para o desenvolvimento do Instituto Xavier para Estudos Avançados e fundamentação de inúmeros personagens que viriam nos seguintes filmes.

“Mutant and Proud!”

Por Thiago Alzani
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sexta-feira, 3 de junho de 2011

Sinopse do filme "Valsa com Bashir" - Waltz with Bashir (2008)


Título Nacional: Valsa com Bashir
Título Original: Vals im Bashir
Idioma: Hebraico
Diretor: Ari Folman
Gênero: Filme/Documentário/Biográfico

Nota no Imdb

O conflito no oriente médio não é de agora. Há décadas, países lutam por questões territoriais e religiosas, resultando em grandes destruições e aumentando ainda mais o ódio étnico e a intolerância multicultural vizinha. A migração de refugiados de guerra também é uma questão para se analisar com bastante cautela.


O filme-documentário-biográfico “Valsa com Bashir” (em hebraico Vals im Bashir) aborda essa última questão. O ex-combatente israelense e diretor do filme, Ari Folman, retrata um dos períodos mais conturbados na história, marcados por intensos conflitos durante a ocupação das forças Israelenses no Líbano até a chegada à capital Beirute, em 1982, no intúito de derrubar as forças palestinas.

O assassinato do presidente cristão Bashir Gemayel colaborou no massacre de dois mil civis nas cidades de Sabra e Chatila, cidades em destaque no filme.
Diferente da linha comercial cinematográfica, Ari Folman relata a sua angústia e intensa busca às lembranças dos acontecimentos em formato de animação. Alías, “Valsa com Bashir” foi o primeiro documentário animado a ser veiculado e indicado a cinco Oscars de melhor filme estrangeiro.

Em diveros encontros com outros ex-combates de guerra, Folman tenta encontrar meios de se lembrar da invasão na qual participou através dos registros memoriais dos entrevistados. Essa “aminésia pós-guerra” de Folman se dá em razão do próprio trauma de guerra e desaparece com intenso trabalho. Fotos, dados e insides são as únicas ferramentas disponíveis e colaboradoras para as mais surpreendentes e chocantes revelações, do início ao fim do filme. O título “Valsa com Bashir” tem a ver com uma cena muito simbólica entre os combatentes. Espetacular!

A música presente na trilha sonora do filme,“This Is Not A Love Song” (1983), da banda PIL (Public Image Ltd), cantada pelo ex-vocalista dos Sex Pistols, John Lydon (Johnny Rotten), é uma “botinada” no estômago, em um cenário onde a influência do punk e o choque de valores ainda eram muito expressivos para a época.


Uma dica para quem vai prestar vestibular no decorrer do ano: “Valsa com Bashir” é um interessante ponto de vista crítico, um viés das recentes manifestações populares no Egito, Líbia e Tunísia.

Por Thiago Alzani
Sinopse CineMusical